Setor imobiliário aquecido

A mesma euforia observada no setor de construção pelo Brasil é sentida em Pernambuco e também em Caruaru. O crescimento do poder aquisitivo leva as pessoas a aproveitarem o bom momento para comprar imóvel. Desde apartamentos para a classe média até condomínios de luxo, Caruaru aproveita a explosão imobiliária que deve ser mantida até 2020, como apontam especialistas do setor. Embora muitas construções estejam em andamento na cidade, o setor já sente a falta de imóveis.

De acordo com o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), Alexandre Mirinda, se o Brasil é a bola da vez no exterior, Pernambuco ocupa essa vaga no cenário interno. E Caruaru acompanha o crescimento do Estado. No ano passado, o setor apresentou um crescimento de até 30% em relação a 2009, número que deve ser mantido este ano, segundo informações da imobiliária JB Imóveis. Obras como a duplicação da BR–104 injetam dinheiro na economia local e contribuem com esse cenário.

“Com os investimentos que o Estado recebe, sua economia cresce acima da média brasileira. E Caruaru acompanha esse desenvolvimento. Além do crescimento de renda, os investimentos do Governo Federal e dos bancos para financiamento da casa própria também contribuem para que as classes C e D comprem imóveis”, observa Mirinda.

A alta demanda tem sido maior do que o ritmo das construções, como sinalizam os empresários do setor. “Há imóveis em construção na cidade, mas faltam imóveis já prontos no mercado”, avalia Osvaldo Filho, sócio da imobiliária Osvaldo Filho Imóveis.

Outro fator apontado pelo empresário João Batista de Almeida, sócio da JB Imóveis, para a procura é o crescimento do número de faculdades na região. “A cidade tem pelo menos seis faculdades, que impulsionam o aluguel e a venda de imóveis. É muito comum ver pais do Recife comprando apartamentos para os seus filhos que estudam na cidade.”

O gerente da construtora Comello, João Neto, ressalta que o movimento do setor é muito forte em consequência do alto déficit habitacional que começa a diminuir agora com os incentivos do Governo Federal, como o Minha casa, minha vida. “Hoje em Caruaru há cerca de 50 prédios em construção. Para uma cidade de quase 315 mil habitantes, a expectativa é que o setor continue sendo uma das molas da economia.”

O empresário e sócio da construtora Cidade Alta, Hugo Nunes, também cita a alta demanda do setor imobiliário. “A região se transformou num canteiro de obras. A cidade tinha uma demanda reprimida muito forte no setor imobiliário. Mas a tendência é que, com os investimentos na economia, as pessoas comprem imóveis.”

Como consequências desse cenário, João Neto acredita que o setor deve ficar saturado se a procura continuar nesse ritmo, inflacionando o preço dos imóveis. “É um crescimento absurdo. Um lote 6 m x 20 m que era vendido no ano passado por R$ 3 mil, este ano é encontrado por R$ 20 mil.”

Outra realidade que o aquecimento da construção traz para a cidade é o aumento da capacitação técnica das construtoras. João Neto afirma que as empresas estão investindo mais em ações que qualificam os imóveis e estratégias de marketing. “É interessante ver esse movimento no interior. Quem não investe fica para trás.”

LUXO

Outro segmento de construção que se destaca em Caruaru é o mercado de imóveis de luxo, que chegam a custar até R$ 1 milhão. Além do condomínio Alphaville, inaugurado no final do ano passado, a cidade tem construtoras que investem nesse tipo de construção. “Temos uma cobertura à venda por R$ 1 milhão. E há investidores do Sul do País vindo para Caruaru por conta dessa demanda”, observa João Batista de Almeida, da imobiliária JB Imóveis.

Só a construtora Comello está com 12 prédios em construção, todos voltados para público de alto poder aquisitivo. João Neto afirma que nos últimos três meses a construtora vendeu 80% do estoque apresentado em um salão imobiliário. “Devemos comercializar os 20% de unidades que restam ainda no primeiro semestre e já preparar o lançamento de mais sete empreendimentos.”

Fonte: JC Agreste

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